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O conto de fadas em forma de balé de acordo com o original literário de Hans Christian Andersen é o resultado em encenação e em teatro do trabalho da dupla de diretores do grupo artístico SKUTR em parceria com o coreógrafo Jan Kodet. Ainda que as óperas homólogas Russalka de Dvořák e a Pequena Sereia tenham em comum o tema do amor não correspondido, esta tem um ar menos trágico e se alimenta de elementos menos trágicos dentro de um decorrer melancólico. No dia que a filha mais jovem do Rei dos Mares sobe à superfície pela primeira vez, ela vê um príncipe pelo qual se apaixona profundamente. O barco do príncipe se afunda, mas a sereia salva o príncipe e o traz para a margem, onde uma mulher desconhecida imediatamente se encarrega dele. A sereia descobre por sua avó que ela pode adquirir uma alma humana, caso alguma pessoa se case com ela; caso este homem a troque por outra mulher, porém, ela morre. Ela admite o risco e procura uma feiticeira que em troca de sua voz maravilhosa da qual a sereia deve abrir mão, transforma suas barbatanas de peixes em belas pernas femininas. Quando a sereia sobe à superfície e se encontra com o príncipe ela o fascina de verdade e eles passam horas intermináveis juntos; no entanto ela nem imagina que o príncipe se apaixonou pela moça humana que o ajudou e que o rei quer casá-lo com ela… A pequena sereia é uma história fantástica e maravilhosa em todas as dimensões de sua criação, cuja harmonia de alguma forma a diferencia das ousadas versões das Disney e também da lugubridade da versão original de Anderson. Além de uma coreografia mestre que se baseia em peso em princípios do balé moderno e dos movimentos da dança oriental, a apresentação toma forma na encenação narrativa mágica da oficina de Jakub Kopecký e na música original de Zbyněk Matějů, cuja forma consiste em uma conexão empática das formas do balé imergidas no místico verde das profundidades do mar. A dança e a orquestra são acompanhadas pelo canto reproduzido das ninfas, que conduzirão o espectador ao reino misterioso; a festa musical intencionalmente desarmônica que evoca a insubmissão do mar é harmonizado pelo som calmante da harpa, que parece ter sido criado para a exaltação da sutileza do balé. Uma história atemporal sobre um amor, graças ao qual somos capazes de abrir mão de todos os nossos luxos, até mesmo da nossa própria vida.A apresentação tem dois atos e nela se apresentam bailarinos do Balé do Teatro Nacional, acompanhados pela Orquestra do Teatro Nacional.